sábado, 1 de novembro de 2008

O sucesso é ser feliz!

Tão enganosos são os louros da vitória quanto efêmeras são as luzes do sucesso! Ambos são breves, passageiros, como um show de pirotecnia, deslumbrante à primeira vista, mas que rapidamente se esvai, como coisa fútil, inacabada, que carrega em si aquela estranha sensação de vazio...
E tão facilmente nos esquecemos disto...
Porque tão sedutor é o sabor da conquista que, em sua busca, somos compelidos a pagar – não raras vezes - os mais desmedidos preços...
Obcecados por este sucesso, saímos por aí, nos pavoneando com nossos feitos, e esquecendo de que, em nome deles, muitos sorrisos foram calados, muitos sonhos foram desfeitos, muitas verdades foram esquecidas, muitas virtudes foram largadas pelo caminho, muitos valores foram jogados na lixeira, como se fossem peso morto, lastro do qual nos desfazemos para que o balão do nosso ego, totalmente inflado, suba cada vez mais rapidamente...
Tantas vezes valorizamos o cargo bem mais que a seu ocupante, a trama bem mais que a seu autor, a embalagem bem mais que ao conteúdo, como se a sonoridade da palavra contasse bem mais que a sua essência...
Na verdade, somos compelidos a isso. No mundo da concorrência acirrada, da competitividade desmedida, é tênue a linha que separa a esperteza da desonestidade, a deslealdade da ética.
Não são poucos os que se perdem pelo caminho, e em nome da carreira e do sucesso, vão por obscuros atalhos, deixando os fins justificarem os meios, com se a chegada não fosse espelho de seu percurso, e este não fosse a soma de incontáveis pequenos passos...
É preciso, portanto, estarmos sempre alertas, sempre vigilantes em relação a nós mesmos. Ao que pensamos, ao que fazemos e, principalmente, ao deixamos pelo caminho...
É preciso manter viva a lembrança de que somos produtos da crenças que nos servem de guia e frutos das escolhas que fazemos, por menos significantes que possam parecer.
Para isso, Deus fez o livre arbítrio! Para que se possa escolher entre xingá-lo porque não é um Deus pronta-entrega, porque nada nos vem como uma refeição rápida, enlatada, pronta pra ser consumida, ou sentir-se privilegiado com o sublime direito de fazer as próprias escolhas...
Pode-se escolher entre amanhecer maldizendo tudo, reclamando do calor, do frio ou de sei-lá-o-quê, ou agradecer pelo presente de mais um dia...
Pode-se escolher entre se lamentar e se abater pelos erros e tropeços da caminhada ou entendê-los e encará-los como inerentes à nossa condição de humanos e colher deles as necessárias lições para pavimentar um futuros de acertos...
Pode-se escolher entre achar que tudo isso é balela, utopia romântica, papo de fracassados, ou entender que a vida – esta sim! - é maior de todas as conquistas e que o verdadeiro sucesso é ser feliz...
A escolha é sua!!!