quarta-feira, 28 de março de 2012

Curso de Formação em Coaching



Chegou ao final de nosso Curso de Formação de Coachs, pela WCS!

Desembarquei em Atibaia dias atrás, desafiando febre, enxaqueca, dores por todo o corpo, e todos os sintomas de uma dengue de última hora. Além, é claro, de uma afirmação taxativa dos médicos:

- O senhor não pode e não vai viajar!

Ah, façam-me rir! Pobres coitados! Com a visão restrita a laudos e um punhado de exames, esqueceram de avaliar meu lado insurgente, além de algumas coisas que, simplesmente, não cabem na visão limitada e limitante das lentes microscópicas, e que nenhum recurso laboratorial é capaz de medir: determinação e vontade!

São elas que impulsionam as mãos guerreiras a edificarem vitórias! E blá-blá-blá, blá-blá-blá...

Discursos à parte, o certo é que, entre idas e vindas ao Hospital Novo Atibaia, marcamos nossa presença – alabubucana ou pernangoana? – em grupo de pessoas prá lá de interessante. Gente iluminada. Gente que Deus fez e perdeu a receita. Gente de diversas regiões, profissões e idades, mas de igual importância no enriquecimento de tudo que vivemos e aprendemos ali.

E o nosso Advanced Master Trainer Ricardo Melo? Show de bola! Não só ao transmitir técnicas e fundamentos do coaching em suas várias abordagens, mas também em lições de espiritualidade e vida! E o Paul? A Taci? Que time, hein? E o local escolhido? Simplesmente demais!

Sim. Ouso afirmar que o Curso de Formação de Coaching ministrado pelo Elsever Institute, licenced by WCS - World Coaching Society, extrapolou as expectativas de todos os que dele participaram! E ainda foi além...

Eu diria que, ao final, ficamos todos “negoçados” e “de bobiça”. Também, pudera! Com a “cobra no buraco” e todo aquele “plus adicional a mais”...

Brincadeiras à parte, dengue superada e certificado na mão, voltei, trazendo na bagagem novas técnicas, ferramentas, amigos, e dois grandes desafios: aplicar na vida tudo o que aprendi e, obviamente, estudar inglês!

Inglês??? Sim. Como não?

Afinal de contas, preciso aprender a ler o que está escrito nessa tal de International Coaching Certification, um papel chique demais prá ser ostentado por um matuto barriga verde, cortador de cana lá das bandas de Quipapá!

Ou seja, EU! E com muito orgulho.

Bicho

Não sei se sou bicho do mato ou de rua

Mas sei que sou bicho, sim.

Isso eu sou!

Alguém que percorre a pressa do asfalto

Levando na mochila

O cheiro molhado da terra no cio

sábado, 1 de novembro de 2008

O sucesso é ser feliz!

Tão enganosos são os louros da vitória quanto efêmeras são as luzes do sucesso! Ambos são breves, passageiros, como um show de pirotecnia, deslumbrante à primeira vista, mas que rapidamente se esvai, como coisa fútil, inacabada, que carrega em si aquela estranha sensação de vazio...
E tão facilmente nos esquecemos disto...
Porque tão sedutor é o sabor da conquista que, em sua busca, somos compelidos a pagar – não raras vezes - os mais desmedidos preços...
Obcecados por este sucesso, saímos por aí, nos pavoneando com nossos feitos, e esquecendo de que, em nome deles, muitos sorrisos foram calados, muitos sonhos foram desfeitos, muitas verdades foram esquecidas, muitas virtudes foram largadas pelo caminho, muitos valores foram jogados na lixeira, como se fossem peso morto, lastro do qual nos desfazemos para que o balão do nosso ego, totalmente inflado, suba cada vez mais rapidamente...
Tantas vezes valorizamos o cargo bem mais que a seu ocupante, a trama bem mais que a seu autor, a embalagem bem mais que ao conteúdo, como se a sonoridade da palavra contasse bem mais que a sua essência...
Na verdade, somos compelidos a isso. No mundo da concorrência acirrada, da competitividade desmedida, é tênue a linha que separa a esperteza da desonestidade, a deslealdade da ética.
Não são poucos os que se perdem pelo caminho, e em nome da carreira e do sucesso, vão por obscuros atalhos, deixando os fins justificarem os meios, com se a chegada não fosse espelho de seu percurso, e este não fosse a soma de incontáveis pequenos passos...
É preciso, portanto, estarmos sempre alertas, sempre vigilantes em relação a nós mesmos. Ao que pensamos, ao que fazemos e, principalmente, ao deixamos pelo caminho...
É preciso manter viva a lembrança de que somos produtos da crenças que nos servem de guia e frutos das escolhas que fazemos, por menos significantes que possam parecer.
Para isso, Deus fez o livre arbítrio! Para que se possa escolher entre xingá-lo porque não é um Deus pronta-entrega, porque nada nos vem como uma refeição rápida, enlatada, pronta pra ser consumida, ou sentir-se privilegiado com o sublime direito de fazer as próprias escolhas...
Pode-se escolher entre amanhecer maldizendo tudo, reclamando do calor, do frio ou de sei-lá-o-quê, ou agradecer pelo presente de mais um dia...
Pode-se escolher entre se lamentar e se abater pelos erros e tropeços da caminhada ou entendê-los e encará-los como inerentes à nossa condição de humanos e colher deles as necessárias lições para pavimentar um futuros de acertos...
Pode-se escolher entre achar que tudo isso é balela, utopia romântica, papo de fracassados, ou entender que a vida – esta sim! - é maior de todas as conquistas e que o verdadeiro sucesso é ser feliz...
A escolha é sua!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Equipe

.....Frases


Para que uma equipe funcione, as seis palavras mais importantes são:
- Admito que o erro foi meu.
As cinco palavras mais importantes:
- Você fez um bom trabalho!
As quatro palavras mais importantes:
- Qual a sua opinião?
As três palavras mais importantes:
- Faça o favor!
As duas palavras mais importantes:
- Muito obrigado!
A palavra mais importante:
- Nós.
A palavra menos importante:
- Eu.

domingo, 26 de outubro de 2008

Como vai sua mente?

. . . Frases

Mentes grandiosas discutem idéias e ideais.
Mentes medianas conversam sobre eventos.
Mentes pequenas falam da vida alheia.

E você? Como vai a sua mente?

sábado, 25 de outubro de 2008

Uma pétala ao vento...

.....Crônica

A primavera acontece diante de nossos olhos e eu queria poder falar das rosas...
Talvez até das rosas brancas, que como um buquê, seria levado pelas mãos de uma criança, e oferecidas aos atletas da Seleção Brasileira de Futsal, como reconhecimento pela conquista do campeonato mundial.
Mas não deu!!! E não deu porque - em que pese todo brilho de Falcão e Cia. - não temos o que comemorar! Isso porque, cada vez mais, nos transformamos, nos degradamos, nos desumanizamos, e assim como as rosas, vamos perdendo a beleza, o perfume e o encantamento...
Assim como caules envelhecidos que nada mais tem a oferecer - mas que ainda mantém seus afiados espinhos...
Assim como esta crônica, carregada de tristeza, pesar e desapontamento. Carregada de feridas e lágrimas, de dor e de luto, assim como a família da menina Eloá, cuja morte covarde e brutal é apenas mais uma das tantas fraturas expostas do nosso falido esqueleto social, num caso deplorável e inusitado, provavelmente o único no mundo em que um refém, já solto, foi devolvido a seu raptor...
Isso por que as polícias, teoricamente corporações a serviço da manutenção da ordem e do estado de direito, subdivididas pelo estado de calamidade pública a que vivem submetidas pela incompetência – ou pela esmerada competência destrutiva - dos governantes que escolhemos, estavam por demais ocupadas com a nobilíssima missão de guerrear entre si, espremendo em público o pus de suas próprias feridas, enojando a todos com um deprimente espetáculo de auto-desmoralização...
Mas o que mais dói, o que mais machuca, o que desencanta e desalenta, é saber que tudo isso - assim como o caso Isabela Nardoni e tantos outros – passará como uma pétala levada pelo vento, enquanto a vida voltará a sua absurda normalidade...
Porque hoje em dia, tudo, até mesmo a violência já é parte da normalidade...
Porque hoje em dia, anormal é lágrima que cai pela emoção mal contida, é a palavra que escapa de lábios guiados por corações idealistas, ainda sonhadores...
Porque hoje em dia, anormal é acreditar nessa réstia de esperança revivida na coragem daqueles que ainda não perderam a capacidade de se indignar, e de jamais se recolher ao conveniente refúgio do silêncio...
Porque hoje em dia, só há primaveras no jardim da impunidade...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Asas

..... Letra de música

(Música vencedora do Festival da Canção Brasileira -1985)


Do peito arrancar o coração
Prá que os seus mistérios tenham fim
Prá vida jorrar na pulsação
De cada paixão que insista em vir
Prá nova canção que então brotar
Falar da emoção que te trair
Ao ver outro amor acontecer
Como a flor primeira do primeiro sol

Abrigar no peito a esperança
E a calma da brisa no olhar
Que a vida é sorriso de criança
E o tempo é pequeno ...
Vem amar
Buscar no infinito algum lugar
Sagrado... supremo... imaculado...
Onde o céu se encontra com o mar
Lá onde Deus se esconde prá rezar

Vai
Vai nas asas do vento sonhar que és feliz
Canta a verdade abraçada ao tempo, aprendiz
Sai! Anda à toa!
É tão belo e tão fácil viver...
Colhe as flores da estrada e avança
Faz da vida um buquê de esperanças
Um novo amanhecer

sábado, 20 de setembro de 2008

Embarcação

(Música Vice-Campeã do Festival da Canção Brasileira - Quipapá PE - maio/2006)


Vai, meu coração
Vai navegar
Vai onde o céu abraça o mar
E a noite amiga abriga um sol que ainda virá

Traz a luz nascente do luar
E um sonho azul prá acalentar
A paz de quem prepara alguém que vai chegar

Dentre as ondas quentes, coração
O ventre, abrigo da paixão
Carrega a flor de um grande amor ainda em botão

Vai
Que a vida chega numa embarcação
Aporta e passa como uma canção
Que é bela e breve, mas não tem bis

Vai
Vai contra o tempo e os temporais
Qual timoneiro que entre vendavais
Descobre o encanto de ser aprendiz

Vai
Que eu iço as velas prá te acompanhar
Qual navegante que só quer singrar
O mar da vida
E ser feliz

Certidão de renascimento

..... Crônica

Há dias feitos de profunda apatia, em que não se consegue sentir nada, nem mesmo a incômoda presença do vazio. Dias que a gente nem sabe se viveu...
Então escrevo...
Pra não sucumbir. Pra não morrer aos pouquinhos...
Pra sentir que lá no fundo, mesmo no mais distante subúrbio do coração, existe um resto de alguma coisa que teima em sobreviver. Assim, feito fogo de monturo, feito dia seguinte de fogueira...
Feito uma fumaçazinha teimosa, que volta e meia retorna, cresce, e de vez em quando revive instantes de incêndio, de labareda, transformando a alma numa grande e festiva noite de São João...
Escrevo para quebrar a inércia, para transpor o silêncio, para seguir acreditando que ainda existo, que sobrevivi ao massacre dos números, à selvageria do mercado, à desenfreada corrida de cada dia...
Escrevo pra me penitenciar de tantas coisas que não me permiti, pra me redimir de certos pecados que não ousei cometer...
Escrevo para aliviar o peso de remorsos camuflados, para aplacar os reclames da alma silenciada, para tirar o mofo dos sonhos escondidos na gaveta do talvez depois, no armário do quem sabe um dia...
Escrevo o que lava a alma, o que me dá na cabeça, o que me salta aos olhos, o que não cabe no peito, o que transborda do coração...
Escrevo como quem transpira, para eliminar as toxinas do espírito e manter a forma para continuar a jornada...
Transcrevo a mim mesmo nas coisas que crio e me recrio nas coisas que faço, como se cada música, letra, crônica, poema ou frase fossem cacos da minha própria existência, fossem retalhos da minha autobiografia, como pedras de um quebra-cabeça que só o tempo é capaz de montar...
A palavra é minha impressão digital, meu certificado de autenticidade, minha certidão de renascimento...
Escrever me mantém vivo...
Me faz reconquistar a chance de, de vez em quando, casualmente, me reencontrar comigo...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mensagem de despedida

..... Mensagem

Pensei em escrever uma mensagem de despedida, mas não encontrei as palavras...
Corri, então, prá pedir socorro aos poetas, compositores, escritores de canções...
Ainda assim não foi fácil.
É que a ficha, pouco a pouco, está caindo...
Estou indo embora...
E, como diz a canção, "vou deixar a rua me levar..."
A agência do Banco do Brasil de Quipapá, que por tantos anos foi palco da luta de cada dia, fica para trás, no cantinho das lembranças.
Os amigos - todos eles - razão desta saudade antecipada, vou "guardar no lado esquerdo do peito, dentro do coração".
Exatamente como reza uma outra canção...
Adeus, no entanto, é uma palavra que não cabe em mim...
Me sinto como quem sai de férias, como quem vai fazer uma viagem...
Saindo e já planejando a volta...
A cada um, a minha gratidão pelo que me ensinaram a ser e a construir
E por me concederem o privilégio da sua amizade...
Então... Até breve!!!
Porque, como também promete a canção, "qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar... "
E já que falei tanto em canções, algumas delas estão martelando em minha cabeça...
Uma, de Ivan Lins, como um insistente pedido
"Lembra de mim... "
A outra, de Dominguinhos, arremata:
"Lembre-se sempre, que mesmo modesta, minha casa será sempre sua...
Amigo..."

No mais, estou indo embora...